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SINÉSIO CAMPOS CRITICA SINETRAM E COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE SUSPENSÃO DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL

Deputado estadual pediu que o sindicato seja chamado à Assembleia Legislativa para explicar a interrupção de novos créditos destinados a estudantes da rede estadual de ensino.

Resumo:

O deputado estadual Sinésio Campos (PT) criticou a decisão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) de suspender a liberação de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual de ensino. O parlamentar também defendeu que a entidade seja convocada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para prestar esclarecimentos sobre a medida.

Durante pronunciamento na terça-feira (3), Sinésio afirmou que a interrupção do benefício prejudica os estudantes que dependem do transporte coletivo para chegar às escolas. O deputado questionou a decisão das empresas e cobrou uma solução para o impasse financeiro envolvendo o sindicato e o Governo do Amazonas.

O parlamentar também alertou para a possibilidade de manifestações estudantis caso a suspensão continue. Segundo ele, a Assembleia Legislativa deve participar das discussões porque o programa envolve recursos públicos estaduais.

A suspensão dos novos créditos foi anunciada pelo Sinetram na segunda-feira (2). A entidade informou que as empresas de transporte não teriam condições de continuar custeando as passagens dos estudantes com recursos próprios diante de valores que considera pendentes desde 2025.

A interrupção atinge a liberação de novas recargas para estudantes da rede estadual. Os créditos que já estão disponíveis nos cartões continuam podendo ser utilizados até o esgotamento do saldo, conforme informações divulgadas pelo sindicato.

O Governo do Amazonas, por sua vez, afirma que os pagamentos referentes ao Passe Livre de 2026 estão em dia. O governador Roberto Cidade declarou que o Estado repassou R$ 27 milhões ao programa neste ano, incluindo um pagamento de R$ 3 milhões realizado em 23 de outubro.

O Executivo estadual sustenta que a divergência financeira envolve cobranças referentes a 2025, cujos valores são contestados pelo governo e estão em discussão na Justiça. A Procuradoria-Geral do Estado questiona os cálculos apresentados pelo sindicato e afirma que não houve comprovação suficiente dos custos cobrados.

O Sinetram, por outro lado, afirma que as pendências financeiras comprometem a capacidade das empresas de manter o custeio das passagens. Em manifestação pública, o presidente da entidade, César Tadeu Teixeira, alertou para dificuldades financeiras do sistema de transporte coletivo e para compromissos com salários e encargos trabalhistas.

Enquanto as instituições divergem sobre os valores e as responsabilidades pelos pagamentos, estudantes da rede estadual já relatam dificuldades para chegar às escolas. Há relatos de alunos que passaram a pagar as passagens, depender de caronas e até faltar às aulas por não terem dinheiro para o deslocamento.

A convocação defendida por Sinésio Campos busca levar o Sinetram à Assembleia Legislativa para explicar os motivos da suspensão e discutir alternativas para garantir a continuidade do benefício.

Até a publicação das informações consultadas, não havia previsão confirmada para a retomada da liberação de novos créditos.

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