AUTAZES ESTÁ ENTRE OS OITO MUNICÍPIOS DO AMAZONAS QUE RECEBEM O PROJETO MÃOS DA TERRA
Iniciativa amplia capacitação para agricultores familiares e oferece formação em cultivo, manejo, gestão, comercialização e práticas sustentáveis; inscrições seguem até 30 de setembro.
Autazes está entre os oito municípios do Amazonas incluídos na nova etapa do projeto Mãos da Terra, iniciativa voltada à capacitação técnica e ao fortalecimento da agricultura familiar. As inscrições estão abertas até 30 de setembro para produtores interessados em participar das atividades.
Além de Autazes, a segunda fase do projeto contempla Manaus, Careiro da Várzea, Itapiranga, Presidente Figueiredo, Manaquiri, Itacoatiara e Careiro Castanho. A ampliação ocorre depois de uma primeira etapa realizada em Iranduba e Rio Preto da Eva no primeiro semestre de 2026.
O projeto é desenvolvido pelo Instituto Amazônia Equatorial, com apoio da Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror). De acordo com as informações divulgadas sobre a nova fase, a iniciativa busca ampliar a autonomia dos agricultores, estimular práticas sustentáveis, fortalecer a segurança alimentar e contribuir para a geração de trabalho e renda nas comunidades rurais.
Capacitação voltada à realidade dos produtores
Em Autazes, a iniciativa prevê formação para produtores envolvidos em diferentes atividades do campo. Entre as áreas contempladas estão o cultivo de mandioca, produção de hortaliças, pecuária leiteira e fruticultura, com orientações relacionadas a culturas como banana, cupuaçu e açaí.
A capacitação é organizada em diferentes níveis. Na formação básica, estão previstos conteúdos sobre boas práticas de cultivo, manejo do solo e produção orgânica. A etapa avançada inclui temas relacionados à gestão da propriedade rural, comercialização e tecnologias sociais aplicadas à produção.
Também estão previstas atividades de educação ambiental e segurança alimentar, envolvendo jovens e adultos das comunidades. Associações e cooperativas ligadas à produção agrícola também estão entre os públicos contemplados pelo projeto.

Atividades serão realizadas nas comunidades
Segundo as informações divulgadas pelo projeto, as ações devem ocorrer presencialmente nas comunidades rurais, com workshops, treinamentos práticos, distribuição de materiais didáticos e visitas técnicas às propriedades.
A proposta é que os produtores recebam orientações de acordo com as características e atividades desenvolvidas em cada propriedade. Entre os assuntos previstos estão manejo agroecológico, compostagem, consórcios produtivos e comercialização.
A iniciativa também prevê ações de conscientização por meio de rádios comunitárias, redes sociais e materiais gráficos, com conteúdos relacionados à agricultura familiar, sustentabilidade e segurança alimentar.
Projeto chega a uma nova etapa no Amazonas
A primeira fase do Mãos da Terra foi realizada em Iranduba e Rio Preto da Eva, no primeiro semestre de 2026. Com a segunda etapa, o projeto passa a alcançar oito municípios, incluindo Autazes.
De acordo com o Instituto Amazônia Equatorial, a expansão considera a experiência obtida na primeira fase. O presidente da instituição, Hiperion Monteiro, afirmou que a atuação diretamente nas comunidades permite adequar a formação à realidade e às práticas dos produtores.
A nova etapa é vinculada a termos de fomento firmados com a Sepror-AM, identificados como 001/2026, 002/2026, 003/2026, 004/2026, 007/2026, 008/2026 e 009/2026, conforme informações divulgadas sobre o projeto.
Inscrições
As inscrições para a nova etapa do projeto Mãos da Terra estão previstas até 30 de setembro de 2026 e, segundo a divulgação do projeto, podem ser realizadas pelo site do Instituto Amazônia Equatorial.
A página de inscrições do instituto informa que o preenchimento da ficha representa uma pré-inscrição e que a central responsável pelo processo entra posteriormente em contato com os interessados para orientar sobre as etapas seguintes.
Para os produtores de Autazes, a iniciativa representa uma oportunidade de acesso a capacitações relacionadas à produção, manejo, gestão e comercialização, dentro de uma programação que pretende levar as atividades diretamente às comunidades rurais.






